68º Aniversário do Museu de Biologia Professor Mello Leitão.

O Museu de Biologia Professor Mello Leitão, completa em 2017 seu 68º aniversário desde sua fundação em 1949 pelo naturalista Augusto Ruschi. Na breve linha do tempo a seguir nota-se que a administração do Museu passou por diversos setores públicos até chegar atualmente ao Instituto Nacional da Mata Atlântica.

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Linha do Tempo do MBML/INMA

1949 – Criação do Museu de Biologia Professor Mello Leitão

Em 26 de junho de 1949 pelo naturalista Augusto Ruschi com um grupo de amigos.

1949 – Primeira publicação da revista científica “Boletim do Museu de Biologia Mello Leitão”.

Iniciado por Augusto Ruschi e tendo sido publicado de 1949 a 1985, com falhas apenas nos anos de 1968 e 1971, a publicação do Boletim foi interrompida em 1986 com o falecimento de Augusto Ruschi.

1952 – O MBML foi considerado de Utilidade Pública Municipal e Estadual.

O Museu foi considerado de Utilidade Pública Municipal, pela Prefeitura de Santa Teresa, em 1952 (Lei nº. 29 e 52) e de Utilidade Pública Estadual pela Lei nº. 1.145 em 27-11-1956.

1962 – Adoção do beija-flor Lophornis magnifica (símbolo do Museu) como símbolo do município de Santa Teresa.

O município ganhou um símbolo, conforme Lei nº. 356, de 26-11-1962, decretada pela Câmara Municipal e sancionada pelo Prefeito Darly Nerty Vervloet. Face aos estudos desenvolvidos no Museu, que tornaram Santa Teresa conhecida em todo o mundo (BOLETIM DO MBML, 1976, p. 67), o símbolo criado foi a figura de um beija-flor (topetinho vermelho: Lophornis magnifica Vieillot).

1976 – O MBML sofre depredações e fecha as portas para visitação.

O MBML esteve aberto à visitações, durante às quintas feiras, desde sua fundação, em 1949. Em 1976 uma ação de vandalismo atingiu as instalações e resultou na morte de 180 animais.

1979 – Grande enchente no Espírito Santo

Chuvas intensas e concentradas provocaram graves prejuízos em todo o Estado. As principais perdas ocorreram na coleção botânica.

1983 – Incorporação do patrimônio de Augusto Ruschi, o MBML, pela Fundação Nacional Pró-Memória (FNPM), da Secretaria da Cultura do Ministério da Educação e Cultura.

Examinada a situação financeira do Museu, verificou-se que a instituição não mais dispunha de recursos próprios, de vez que o seu patrimônio não lhe assegurava renda suficiente para a sua manutenção, no ritmo de crescimento das atividades exercidas no campo das pesquisas científicas. Exigia ainda vigilância constante das áreas de suas Estações Biológicas, além da conservação dos seus imóveis e de todo o acervo do Museu. Após a transferência, foi designado o Professor Augusto Ruschi, para assumir o cargo de diretor, onde em parceria com o FNPM, desenvolveu um plano para conscientização quanto à importância dos bens naturais, a fim de possibilitar a visitação pública e despertar o interesse turístico.

1983 – Augusto Ruschi assume a diretoria do MBML. 05/12/1983 a 03 de junho de 1986

1986 – Falecimento de Augusto Ruschi

Em 1986, o país acompanhou com curiosidade, espanto e esperança as notícias de que Augusto Ruschi tinha-se submetido à pajelança – ritual de cura indígena – pois um ano antes, o naturalista havia revelado que estava muito doente, provavelmente à beira da morte, segundo ele devido ao veneno do sapo. Em 24 de maio de 1986, Augusto Ruschi foi internado no Hospital São José, em Vitória. Seu estado de saúde se agravou e, no dia 3 de junho, aos 70 anos, morreu em decorrência de insuficiência hepática. Ruschi havia sido diagnosticado com cirrose hepática desde 1974. Não foi encontrado o veneno dos sapos em seu organismo.

No dia 4 de junho, seguiu para Santa Teresa, e na manhã seguinte, Dia Mundial do Meio Ambiente, foi sepultado dentro da Estação Biológica de Santa Lúcia, conforme era seu desejo: “Quando eu morrer quero ser sepultado neste local, bem distante da humanidade. Junto dos bichos, no meio do mato, como sempre vivi”.

1986 – José Waldemar Tabacow assume a diretoria do MBML – 06/06/1986 a 04/03/1992

1987 – Fundação da Associação de Amigos do Museu de Biologia Prof. Mello Leitão

A SAMBIO é uma organização não governamental, sem fins lucrativos e de utilidade pública, que auxilia o museu na gestão de projetos em parceria com a sociedade civil.

1987 – o Museu foi aberto para visitação pública em geral

Inicia uma nova fase onde a interação com a comunidade passa a ter um papel destacado.

1990 – Fundação Pró-Memória é extinta para dar lugar ao Instituto Brasileiro do Patrimônio Cultural

O IBPC assume a administração do Museu.

1991 – Posto Avançado da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica

Reconhecido pela UNESCO desde 1991, o Museu é considerado um Posto Avançado em função de suas atividades nos campos da proteção da biodiversidade e do desenvolvimento do conhecimento científico sobre a Mata Atlântica. Os Postos Avançados são centros de divulgação das ideias, conceitos, programas e projetos desenvolvidos pela Reserva da Biosfera da Mata Atlântica.

1992 – Luiz Gonzaga Curado Domingues assume a diretoria do MBML – 04/03/1992 a 05/01/1993

1992 – Inauguração da Nova Série do Boletim do Museu de Biologia Mello Leitão

Em agosto de 1992 inaugurou uma nova fase com o encerramento das séries anteriores e a criação da “Nova Série”.

1992 – MBML instituído como Polo de Educação Ambiental

Instituído pela Secretaria Estadual de Meio Ambiente, o Museu é um dos Polos de Educação Ambiental do Espírito Santo, com base nos trabalhos de educação ambiental já desenvolvidos em suas respectivas áreas de abrangência, respeitando e valorizando os aspectos característicos e as demandas específicas de cada região.

1993 – José Waldemar Tabacow assume novamente a diretoria do MBML- 05/01/1993 a 01/03/1993

1993 – Gerson Tavares da Motta assume a diretoria do MBML – 01/03/1993 a 02/08/1995

1994 – O IBPC é transformado em Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), mantendo a administração do MBML.

1994 – A Lei 8917 concede o título Patrono da Ecologia do Brasil a Augusto Ruschi

O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte lei:

    Art. 1º É concedido ao cientista, naturalista e pesquisador Augusto Ruschi o título de Patrono da Ecologia do Brasil.

    Art. 2º Esta lei entra em vigor na data de sua publicação.

    Art. 3º Revogam-se as disposições em contrário.

    Brasília, 13 de julho de 1994; 173º da Independência e 106º da República.

ITAMAR FRANCO

Henrique Brandão Cavalcanti

1995 – Sérgio Lucena Mendes assume a diretoria do MBML – 02/08/1995 a 23/02/2000

1999 –Prêmio HENRY FORD.

O MBML ganhou o Prêmio HENRY FORD na categoria de Conservação Ambiental. Conhecido na Europa há quinze anos, o Prêmio Ford foi lançado no Brasil em 1996, através da parceria entre a Ford e a organização não-governamental Conservation International do Brasil. O Prêmio Henry Ford de Conservação Ambiental é um dos mais conceituados do país, reconhecendo e divulgando iniciativas de destaque nacional pela conservação ambiental.

2000 – Helio de Queiroz Boudet Fernandes assume a diretoria do MBML – desde 15/06/2000

2000 – Enchente provoca danos significativos.

A água, com muito volume, força e altura, inundou a cidade e derrubou um dos muros do Museu, inundando todo o Parque. Foram inundadas as áreas em que funcionavam a zoologia, a botânica, o herbário de exsicatas e os locais ocupados pelos viveiros dos mamíferos, répteis e anfíbios, causando danos em todo o acervo. A água danificou todo o equipamento de informática, o arquivo corrente, slides, fotografias e livros técnicos daqueles setores. A ala mais prejudicada foi o Pavilhão de Botânica Florestal. Pesquisadores, estudantes, moradores e funcionários se mobilizaram para tentar salvar o patrimônio do Museu atingido pela chuva.

2002 – Mini tornado atinge o Museu

Em fevereiro um vendaval atingiu o centro de Santa Teresa, provocando inúmeros prejuízos. O vento forte causou estragos em uma faixa de cerca de 1,5 ha no parque do Museu, derrubando e quebrando várias árvores. O fenômeno climático adverso foi caracterizado por rápida chuva de granizo e vento que atingiu a velocidade de mais de 100 Km/h. Felizmente, as coleções científicas de Zoologia (animais conservados em álcool) e da casa das Epífitas (orquídeas e bromélias cultivadas) não sofreram grandes estragos. Nesse caso, a perda concreta foi de material, através de construções e equipamentos atingidos.

2003 –Prêmio MURIQUI categoria Institucional

Com o objetivo de incentivar ações que contribuam para a conservação da biodiversidade, o fomento e divulgação dos conhecimentos tradicional e científico e a promoção do desenvolvimento sustentável na área da Mata Atlântica, o Conselho Nacional da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica criou, em 1993, o Prêmio Muriqui, hoje reconhecido como uma das mais importantes homenagens às ações ambientais no país.

2009 –Criação do Instituto Brasileiro de Museus

O Museu passa a ser administrado pelo IBRAM. O IPHAN permanece com sua atuação mais restrita a questões de patrimônio.

2012 – Simpósio sobre Biodiversidade da Mata Atlântica – SIMBIOMA

Evento científico realizado junto à Associação de Amigos do Museu de Biologia Mello Leitão, como instrumento para divulgação das pesquisas relacionadas ao Bioma Mata atlântica, propiciando momentos de incentivo a pesquisa, difusão e discussão de trabalhos científicos, relatos de experiência, além de avaliar o impacto atual das pesquisas realizadas.

2013 – O Museu de Biologia sofre com a destruição de duas enchentes

Fortes chuvas provocaram duas inundações consecutivas em dezembro, atingindo as instalações do Museu e provocando um deslizamento. A visitação pública foi suspensa por três meses em 2014. Não houve perdas nas coleções científicas devido à rápida ação de voluntários e à eficácia das barreiras anti enchente

2014 – O Instituto Nacional da Mata Atlântica

Em 5 de fevereiro de 2014 a Lei 12.954 transferiu o Museu de Biologia Prof. Mello Leitão da estrutura do Instituto Brasileiro de Museus – IBRAM para a estrutura básica do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação e alterou a sua denominação para Instituto Nacional da Mata Atlântica.

2015 – Centenário de nascimento de Augusto Ruschi – Patrono da Ecologia do Brasil

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